Fitoterápicos: O que são? Valem a pena?

Medicamentos fitoterápicos

As plantas medicinais foram utilizadas, estudadas e catalogadas durante toda a história da humanidade, e continuam até hoje desempenhando um papel importante na saúde das pessoas. Os medicamentos produzidos através de matérias-primas extraídas dessas plantas são o que chamamos de fitoterápicos, e a fitoterapia é a terapêutica que utiliza tais medicamentos para tratamento ou prevenção de doenças.

A ação dos fitoterápicos se assemelha à dos medicamentos alopáticos, pois ambos têm como objetivo promover um efeito contrário ao sintoma em questão. Ou seja, se há um inflamação no organismo, o objetivo é provocar um efeito anti-inflamatório.

A principal diferença entre esses dois tipos de medicamentos é que na fitoterapia não é usado nenhum componente sintético, apenas os ativos vegetais. Por isso, ela é mais natural e não apresenta o alto grau de toxicidade que medicamentos alopáticos geralmente possuem.

Mas se os fitoterápicos são feitos somente de plantas, então consumi-las em chás e mais preparações traria o mesmo efeito medicinal?

Neste artigo vamos tirar essa e outras dúvidas que contemplam o universo da fitoterapia! =)

FITOTERÁPICOS X USO DA PLANTA IN NATURA

Por mais que a origem seja a mesma, utilizar o medicamento e a planta in natura não são a mesma coisa! 👇

  • IN NATURA

Você já deve ter ouvido, por exemplo, que tomar suco de maracujá é bom para quando se está nervoso, que chá de camomila ajuda a dormir ou que mastigar hortelã ajuda a aliviar a dor de cabeça, não é mesmo?

Essas práticas são familiares para nós porque o uso doméstico das plantas medicinais é um costume passado ao longo de muitas gerações, entre membros de uma mesma comunidade. É comum essas plantas serem utilizadas no preparo de chás, compressas, inalações, emplastros etc. Porém, ainda que em alguns casos surta o efeito desejado, a automedicação com plantas possui alguns riscos e podem não oferecer os resultados esperados.

Vale ressaltarmos que as plantas medicinais não são iguais a vegetais comuns, porque possuem ação farmacológica, ou seja, são capazes de alterar reações bioquímicas no corpo. Portanto, ao mesmo tempo que podem promover a cura de doenças, podem também gerar efeitos adversos se mal administradas.

Por isso, quando uma pessoa decide fazer uso sem supervisão de um profissional da saúde, fica exposta aos seguintes riscos:

– No uso doméstico, não existe o controle da quantidade exata de ativo que será consumido;

– O tempo de tratamento pode não ser adequado ao paciente ou à doença que está sendo combatida;

– Caso seja consumido concomitantemente a algum tratamento alopático, pode existir uma interação medicamentosa, onde um ativo interfere na ação do outro, podendo prejudicar o tratamento como um todo.

  • FITOTERÁPICOS

Já os fitoterápicos são medicamentos regularizados pela Anvisa e reconhecidos como medicina tradicional e complementar pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde*. Optar por esse tratamento traz os seguintes benefícios:

– Como qualquer outro medicamento, os fitoterápicos precisam ser testados quanto à sua eficácia e toxicidade, para garantir que ele cumpra o efeito prometido e seja seguro. Caso contrário, ele não é liberado para comercialização.

– Nos medicamentos fitoterápicos, é possível concentrar a quantidade ideal de cada ativo para que o efeito terapêutico seja alcançado. À propósito, muitos medicamentos possuem concentrações que não seriam possíveis conseguirmos de forma natural, por exigirem uma quantidade muito grande de matéria-prima ou um método de extração que só é feito no processo industrial.

– A industrialização do ativo vegetal torna o resultado muito seguro, pois evita contaminações por micro-organismos ou outros ativos.

– Existe um controle e padrão que começam já na plantação – com controle do tipo de solo, quantidade de água, sol e outros – garantindo a qualidade do medicamento.

* https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/fitoterapia_no_sus.pdf

VANTAGENS DOS FITOTERÁPICOS FRENTE AOS MEDICAMENTOS CONVENCIONAIS

A alopatia é de longe a medicina mais disseminada no mundo ocidental, e há uma cultura forte quanto ao consumo desse tipo de medicamento. Não à toa, é comum vermos alguém tomando omeprazol toda vez que está com dor de estômago, ou recorrer a um analgésico ao primeiro sinal de uma dor de cabeça.

Também é fácil nos deparamos com prescrições de alopáticos agressivos para fases iniciais de obesidade, insônia, ansiedade e depressão.


O problema dessa indução ao uso frequente de medicamentos alopáticos, é que o organismo passa a receber um nível de toxicidade muito alto, que pode reverberar em doenças mais graves no futuro (como câncer e distúrbios neurológicos).

Neste sentido, a fitoterapia surge como uma alternativa mais natural e que pode já atingir os efeitos desejados. Ela não exclui a alopatia, mas deve ser considerada como possibilidade em muitos casos onde não há necessidade de se recorrer aos alopáticos.

Os fitoterápicos:

– Possuem composição natural – não contêm sintéticos.
– São menos agressivos ao organismo.
– Costumam produzir menos efeitos colaterais e possuem menos contraindicações.
– O índice de dependência é praticamente inexistente.

Por isso, se você tem interesse em seguir uma linha mais natural, não deixe de estudar a fitoterapia e verificar com o seu médico as possibilidades de uso! 😉

PRESCRIÇÃO E MANIPULAÇÃO DOS FITOTERÁPICOS

Os fitoterápicos podem ser encontrados em formas industrializadas, mas também podem ser feitos em farmácias de manipulação. De acordo com as regras da Anvisa, eles podem ser prescritos por médicos, farmacêuticos, dentistas, nutricionistas e veterinários.

No caso da manipulação, podem ser abrigados em diversas formas farmacêuticas, como: cápsulas, cremes, pomadas, xaropes e tinturas. A escolha da forma vai depender do efeito desejado, pois a concentração e absorção mudam de uma para outra.

Para você já poder conhecer alguns fitoterápicos, separamos algumas lâminas do nosso blog sobre alguns deles que fazem sucesso aqui na Farmácia!

Dá só uma olhada:

– Controle de estresse e ansiedade:
ASHWAGANDHA: https://blog.alqfarmacia.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Lamina_Ashwagandha_ALQ.pdf

RELORA®: https://blog.alqfarmacia.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Lamina_relora_ALQ-c.pdf

MULUNGU https://blog.alqfarmacia.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Lamina_mulungu_ALQ-c.pdf


– Ação antioxidante e emagrecedora:
TURMERIC (CÚRCUMA)
 https://blog.alqfarmacia.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Lamina_Turmeric_ALQ-compactado.pdf

MOROSIL: https://blog.alqfarmacia.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Lamina_morosil%C2%AE_ALQ-2.pdf

RELEMBRANDO: NÃO SE AUTOMEDIQUE!


Se uma pessoa passar por uma prateleira no mercado e ver um “Gengibre em cápsulas”, pode pensar: “é natural, é um alimento…então qual seria o problema em tomar?”

Mas como dissemos no artigo, os fitoterápicos, por mais naturais que sejam, contêm componentes que alteram o comportamento do organismo, e por isso devem ser utilizados também sob supervisão médica/ farmacêutica!

Por isso, o mais certo a se fazer SEMPRE é ter o acompanhamento profissional e reportar e suspender o tratamento em qualquer sinal de adversidade. Combinado? ❤️

Para ficar por dentro de mais fitoterápicos da ALQ, seu uso e benefícios,
vem falar com conosco!

Fontes

https://www.youtube.com/watch?v=SnSkmjaytighttps://www.youtube.com/watch?v=qSoD_R-PhZk
https://crfse.org.br/noticia/1137/uso-de-medicamentos-fitoterapicos-requer-cuidados
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/fitoterapicos
https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/02/08/remedios-fitoterapicos-vem-das-plantas-e-tem-regulamentacao-da-anvisa.htm
https://www.minhavida.com.br/saude/materias/23085-fitoterapia-homeopatia-e-alopatia-tire-suas-duvidas
https://blog.ipog.edu.br/saude/medicamento-fitoterapico/
https://manipulae.com.br/artigos/alopatico%20fitoterapico
https://www.drogarialiviero.com.br/blog/medicamento-fitoterapico/