DIU: tudo o que você precisa saber sobre este método contraceptivo

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Engravidar e tornar-se mãe é, sem dúvidas, uma experiência transformadora na vida de uma mulher.

Contudo, as mudanças são tantas – físicas, emocionais, financeiras e na rotina – que, quando não planejadas, podem levar à interrupção de trabalho e estudo, falta de dinheiro, separação e frustrações.

Por isso, ao longo da história da humanidade – e eficazmente a partir do século XX – foi criando-se maneiras de impedir uma gravidez indesejada, de modo que a mulher pudesse ter mais liberdade para dissociar a sua vida sexual da vida reprodutiva.

Atualmente, há uma pluralidade desses métodos contraceptivos, que podem ser escolhidos de acordo com a preferência ou possíveis limitações médicas de cada pessoa.

Entretanto, alguns ainda são tabus, carregados por informações controversas e pouco difundidos no Brasil – como é o caso do DIU.

Se você tem o objetivo de clarear a mente sobre o DIU e entender o que a ciência diz a respeito dele, este artigo é para você!

Neste post você vai encontrar:

– Tipos de métodos contraceptivos;
– O que é o DIU e como ele funciona;
– Tipos de DIU.

TIPOS DE MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

Métodos contraceptivos são todas as formas utilizadas para se evitar uma gravidez. Por isso, até aqueles considerados naturais – como coito interrompido e a famosa “tabelinha” –se enquadram nessa categoria.

Mas aqui vamos focar principalmente nos métodos que envolvem a adoção de um material artificial ou medicamento.

Nestes casos, podemos dividir os métodos em 2 grupos: os que dependem e os que não dependem da paciente.

  • Os que dependem da paciente costumam apresentar eficácia menor, por estarem sujeitos a interferências de uso que podem alterar seu funcionamento, como:

– Esquecimento;
– Vômitos;
– Interações com outros medicamentos que podem alterar a absorção dos hormônios e consequentemente diminuir ou cortar sua ação.

Exemplos de métodos que dependem da paciente: pílula, preservativo, injeção, adesivo e anel vaginal.

  • Os que não dependem da paciente acabam tendo uma eficácia maior, por não apresentarem a oscilação de acordo com o uso. São os métodos de longa duração, que possuem durabilidade igual ou superior a 3 anos, como o DIU (de cobre ou hormonal) e implante. Também há a laqueadura, método cirúrgico no qual as trompas são cortadas ou amarradas, mas apesar de ser extremamente eficiente, é irreversível.

Como você já deve ter percebido, cada método possui suas vantagens e desvantagens, portanto é importante analisar o que pode se encaixar melhor no seu corpo e na sua rotina. O mais indicado é reunir informações e conversar com o seu ginecologista, pois ele poderá tirar dúvidas e avaliar, mediante exames, as opções adequadas ao seu caso.

Mas agora vamos ao que interessa: o polêmico DIU!

O QUE É O DIU E COMO ELE FUNCIONA

Ginecologista segurando um DIU

DIU significa Dispositivo Intrauterino, isto é, um objeto que é inserido no interior do útero para impedir a concepção.

Ainda encontramos muitos mitos sobre ele, o que pode ser o responsável pela sua baixa adesão entre as brasileiras – apenas 5% optam por este método, mesmo com sua alta eficácia.

Para tirar a atmosfera de mistério do método, respondemos à 5 dúvidas bem comuns nos consultórios ginecológicos:

1. DIU É ABORTIVO?
Não. O DIU altera o muco cervical do útero, tornando o lugar inóspito para o espermatozoide, impedindo que este encontre o óvulo. Portanto, o método age antes da fecundação e do que a ciência considera como o começo da vida.

2. DIU AUMENTA O FLUXO?
Sim. Principalmente nos primeiros meses, é sentido um aumento de fluxo e cólicas menstruais por boa parte das usuárias.

3. TEM CHANCE DO DIU SAIR DO LUGAR?

Sim, mas é baixa. Quando o DIU é colocado no consultório, é necessária uma ultrassonografia para averiguar se está corretamente posicionado, e depois o acompanhamento de 6 em 6 meses.

No caso do DIU hormonal, ainda que saia do lugar, a ação dos hormônios vai manter o efeito contraceptivo. Já o DIU de Cobre ou de Cobre + Prata, se sair do lugar, pode aumentar as chances de gravidez. Por isso é tão necessária a precisão técnica na hora da inserção e o acompanhamento médico ao longo do tempo.

4. DIU ATRAPALHA A RELAÇÃO SEXUAL?
Não, o DIU é posicionado no útero, bem acima da vagina onde acontece a penetração. Portanto, o dispositivo não costuma ser percebido pela mulher nem por seu parceiro(a).

5. TEREI PROBLEMA PARA ENGRAVIDAR DEPOIS DE USAR O DIU?
Não. O DIU não interfere na fertilidade e a partir do momento em que é retirado, a mulher já pode tentar engravidar.

Agora, vamos às principais informações acerca do DIU:

  • a taxa de falha é muito baixa, em torno de 0,5%.
  • O dispositivo é feito de plástico flexível, em forma de T (foto) e só pode ser colocado e retirado do útero por um ginecologista. O processo de colocação costuma durar de 15 a 20 minutos e pode ser realizado no próprio consultório médico.
  • Pode ser utilizado por mulheres de todas as idades.
  • Atualmente há 2 classes de DIU no mercado: o que não possui hormônio (cobre e cobre com prata) e o que possui hormônio (Mirena e Kyleena). Falaremos sobre a diferença entre eles no próximo tópico!
  • O DIU de cobre pode ser colocado gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
  • É uma excelente opção para quem não consegue ter disciplina com outros métodos e acaba esquecendo, ou para quem não quer mais se preocupar com isso e prefere uma opção mais duradoura.
  • É possível colocar o DIU em qualquer período do ciclo menstrual, porém é recomendado que seja feito durante a menstruação, que é quando o útero está mais dilatado.

É importante enfatizar que este método impede a gravidez, porém não oferece proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, que são evitadas apenas com o uso do preservativo.

TIPOS DE DIU E CARACTERÍSTICAS DE CADA UM

Como dito anteriormente, existem 2 tipos de DIU: com e sem hormônio. Ambos fazem uma barreira física, impedindo que os espermatozoides cheguem ao óvulo, mas as características de cada tipo diferem quanto à eficácia, reações e efeitos colaterais. Entenda:

DIU DE COBRE / PRATA (SEM HORMÔNIO)

– É feito de plástico e revestido de cobre ou cobre e prata.
– Sua ação pode durar até 10 anos.
– Está disponível nas redes privadas e no SUS.

As opções com cobre formam uma barreira física que impedem o espermatozoide de chegar ao útero e, além disso, libera íons que imobilizam esses espermatozoides, dificultando seu trânsito perto do útero e sua chegada ao óvulo. Por isso, mesmo que algum espermatozoide ultrapasse essa barreira, os íons impedem que o óvulo fecundado se prenda à parede do útero.

É a opção favorita para mulheres que não podem ou mesmo não querem mais fazer uso de contraceptivos que possuem hormônios sintéticos. Por não conter hormônios, costumam apresentar menos efeitos adversos, como diminuição da libido, alterações de humor e peso.

Porém, é comum depoimentos de reações como aumento no fluxo menstrual e/ou das cólicas menstruais por causa do uso do DIU de cobre – o que não acontece com outros modelos.

Neste sentido, a versão com prata apresenta uma vantagem superior à de cobre, pois promove o mesmo tipo de ação sem aumentar tanto o fluxo menstrual.

DIU COM HORMÔNIO

– É feito de plástico e não possui os fios de cobre enrolados. Contém hormônio, que é liberado no útero aos poucos.
– Sua ação pode durar até 5 anos.
– Está disponível nas redes privadas em duas versões: Mirena® e Kyleena®. A diferença entre eles é o tamanho e a quantidade de hormônio liberada no organismo.

O DIU hormonal, além de criar uma barreira no útero, também libera o hormônio levonorgestrel (progesterona sintética) no útero, que deixa o muco cervical mais espesso e diminui o endométrio (revestimento do útero), evitando a gravidez.

Ao contrário do seu parente de cobre, o DIU hormonal diminui o sangramento e as cólicas menstruais, e em alguns casos ele inibe a ovulação e as mulheres param de menstruar durante o seu uso. Outra vantagem deste modelo é que ele diminui o risco de câncer do endométrio e, por ter o tratamento hormonal, pode ser receitado para mulheres que possuem endometriose e miomas.

Ufa! São muitas as informações sobre o DIU, não é mesmo? Mas esperamos ter esclarecido-as um pouco melhor para você!

Caso tenha se sentido convencida a adotar o DIU, o melhor a fazer é conversar com seu ginecologista e levantar esta questão. Ele poderá tirar qualquer dúvida que tenha restado e avaliar se o método é realmente uma boa opção! 

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