Minha queda de cabelo é calvície? Como saber!

11 minutos de leitura

O cabelo é um pilar importantíssimo na autoestima das pessoas, principalmente para nós, brasileiros. Atualmente, o Brasil é o 4º maior mercado de hair care do mundo, faturando 4,5 bilhões em produtos capilares no ano de 2020.

Por ser peça-chave no nosso bem-estar, quando os fios caem mais do que o esperado, a preocupação é imediata. Isso é visto nos dados Google Trends, que mostra que a pesquisa por queda de cabelo tem uma popularidade média de 75% em todo o país (maio 2021/maio 2022).

Mas será que toda queda de cabelo é igual?  Qual seria a diferença nos casos de calvície?
Existe tratamento para ambos os casos?

Vem descobrir!

Queda de cabelo: por que acontece?

Primeiro, que fique claro: o cabelo de todas as pessoas caem! É um movimento natural do ciclo capilar, que passa pela fase anágena (de crescimento dos fios), catágena (de repouso) e telógena (de caimento).

O problema se dá quando os fios entram em fase telógena de maneira excessiva. Geralmente isso tem uma causa pontual, como períodos de estresse, baixa imunidade, carência de vitaminas, desesquilíbrio hormonal, pós-parto e menopausa. Nestes casos, assim que a pessoa corrige o desequilíbrio e melhora a saúde, os fios voltam ao normal.

Mas quando a queda de cabelo é provocada pela Alopecia Androgenética – ou, popularmente, calvície – o quadro é um tanto mais complexo de ser resolvido.                                                                                              


Como ocorre a alopecia androgenética?

Desvendando o nome da doença, é possível já entender do que se trata: alopecia (queda de cabelo), andro (referente ao hormônio masculino), genética (hereditária). Ou seja, a AAG é uma doença que tem como sintoma a queda de cabelo, provocada por uma questão do hormônio masculino devido a uma predisposição genética.

A pessoa que desenvolve a AAG tem mais genes receptores para um hormônio chamado Di-hidrotestosterona (DHT) no topo da cabeça. Não necessariamente a pessoa tem um maior nível de testosterona no organismo, mas tem uma sensibilidade maior à ação do hormônio nas células do cabelo. E o excesso de DHT no folículo piloso prejudica a absorção dos nutrientes, aumentando a fragilidade dos fios e a sua queda.

Por consequência, o folículo passa a produzir fios cada vez mais finos e curtos. O cabelo cai com mais rapidez e, quando nasce, nasce mais fino, até que não seja mais capaz de cobrir toda a cabeça.

QUEDA DE CABELO PONTUAL X CALVÍCIE

Na queda de cabelo pontual, ocorre em sua maioria por conta de um declínio na saúde e, uma vez resolvido, os fios voltam a crescer na velocidade e espessura de antes.

Já na alopecia androgenética (calvície), a queda se dá não por um problema de saúde, mas por uma condição genética. Os fios vão crescendo gradativamente mais ralos e com um ciclo capilar cada vez mais curto, até que parem de ser reproduzidos de vez. Diferente da queda pontual, a calvície vai se firmando aos poucos, de maneira lenta e gradual.

Para concluir o diagnóstico, no entanto, é necessário a consulta clínica. Só o médico poderá avaliar histórico familiar, exames de sangue, padrão de queda de cabelo e assim determinar o laudo.

Vale ressaltar: A calvície é mais comum em homens, mas ela também existe entre mulheres, acometendo cerca de 5% da população feminina. Suas causas, no entanto, ainda não foram esclarecidas, uma vez que o organismo feminino não sofre a mesma ação do DHT que o masculino.

POSSÍVEIS TRATAMENTOS

O tratamento para a queda de cabelos deve ser integrativo e multidisciplinar.

Independente da causa, é importante criar hábitos que não agravem o caimento dos fios, como alimentação saudável, boas noites de sono e manejo do estresse.

Felizmente, os tratamentos capilares já avançaram muito e hoje em dia é sim possível tanto tratar as quedas pontuais dos fios, como controlar a alopecia androgenética.  

Confira abaixo algumas opções que podem fazer parte do tratamento!

Opções medicamentosas:

 

  • Finasterida (bloqueador de DHT)
    Esse medicamento age inibindo a 5-alfa redutase do tipo 2, uma enzima responsável por converter a testosterona em di-hidrotestosterona (DHT). Dessa forma, ele reduz em 70% do DHT circulante. Com menos DHT no bulbo capilar, menos queda e rarefação dos fios.  
  • Dutasterida (bloqueador de DHT)
    A Dutastaterida tem uma ação semelhante à Finasterida, porém mais potente. Isto porque ela age inibindo a 5-alfa redutase do tipo 1 e 2, ambas encontradas no folículos pilosos. Por isso, ela consegue reduzir em 90% o DHT circulante, sendo ainda mais eficaz para o combate da alopecia.

  • Minoxidil®
    O Minoxidil acelera o processo de multiplicação celular e age diretamente nos queratinócitos (responsáveis pela queratina dos fios), melanócitos (coloração) e feomelanina (acelerando a produção capilar). Além disso, esse ativo, associado ao microagulhamento, demonstrou uma melhora muito significativa da condição, que você pode acessar nesse estudo aqui.

  • Trichoxidil®
    Feito com óleos essenciais, é um ativador de novos fios que estimula os três fatores de crescimento (KGF, IGF-1 e VEGF). Apresentou em 90 dias resultados como:

– Aumento de 29% dos fios em fase anágena (fase de crescimento).
– Redução de 37% dos fios em fase telógena (fase de queda).
– Tem seu efeito potencializado quando utilizado associado ao Minoxidil®.


Tais medicamentos podem ser encontrados tanto em drogarias (exceto o Trichoxidil®) quanto em Farmácias de Manipulação. A vantagem em fazer de forma manipulada é que o prescritor pode escolher dosagens personalizadas e combinar diferentes ativos a fim de aumentar a eficácia da fórmula pensando nas características individuais de cada paciente.

Além das terapias “internas”, há também as externas, como a Terapia capilar.

A Terapia Capilar é um conjunto de técnicas que visa ativar a circulação sanguínea, facilitar a absorção de ativos, fazer uma limpeza profunda, ativar o metabolismo celular e reduzir a inflamação do couro cabeludo.

São feitas em clínicas de dermatologia ou tricologia e costumam promover resultados satisfatórios. Algumas procedimentos que fazem parte desta terapia são: Alta Frequência, Microagulhamento, Laser e Led de Baixa Intensidade.

E agora, conseguiu entender mais sobre a queda dos fios e já quer procurar um tratamento adequado?  

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